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Malafaia, Feliciano, Junior Trovão e demais pastores reagem a prisão de Roberto Jefferson

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O ex-deputado federal e atual presidente do Partido Trabalhista do Brasil (PTB), Roberto Jefferson foi preso na sua residência, na manhã desta sexta-feira (13), pela Polícia Federal do Rio de Janeiro.

A ordem de prisão preventiva contra o político partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ele determinou também o cumprimento de busca e apreensão na casa do presidente do PTB.

A prisão, segundo Morais, é baseada em suposto crime de opinião, e isto provocou a reação de alguns líderes evangélicos que apoiam o presidente Jair Bolsonaro e criticaram a atitude do ministro Alexandre do STF.

Silas Malafaia, Marco Feliciano e Junior Trovão foram alguns dos pastores que, indignados com a decisão Morais, usaram as suas redes sociais para criticá-lo. Malafaia já vinha criticando ministro em um vídeo gravado por ele, no qual ele chama Alexandre de Morais de “ditador da toga”.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) disse que o momento é gravíssimo e que Moraes decretou a ruptura institucional no Brasil desde que aceitou o pedido do TSE para investigar o presidente Bolsonaro no inquérito da Fake News.

Se referindo a prisão de Roberto Jefferson, Malafaia disse que o ato é “uma afronta ao estado democrático de direito”. O líder religioso também ressaltou que xingam, criticam e até desejam a morte do presidente, e isso é considerado ato democrático, mas se falar contra o STF e o Congresso é ato anti-democrático.

Quem também publicou um vídeo nas suas redes sociais confessando que estava assustado e lamentando a prisão de Jefferson, foi o pastor e deputado federal Marco Feliciano. Ele ressaltou que o motivo da prisão foi apenas exposições de opiniões, as vezes contundentes, mas que são apenas pelo calor dos fatos.

“Essas opiniões podem até divergir de alguns grupos políticos, mas não oferecem ameaça alguma a ordem instituída. Um líder político como o ex-deputado Roberto Jefferson tem o direito cívico de omitir sua opinião política sobre os fatos que envolvem a nossa nação. A política é isso, pessoal, é arte do contraditório”.

Feliciano cita também a prisão do deputado federal Daniel Silveira, do jornalista Osvaldo Eustáquio e questiona quem será o próximo.

“Ontem foi o jornalista Osvaldo Eustáquio e o deputado federal Daniel Silveira, vários deputados tiveram seus sigilos violados, hoje é Roberto Jefferson, amanhã quem será? Pastor Silas Malafaia? Eu?”.

Marco Feliciano finalizou dizendo que estamos vivendo dias sombrios no Brasil, e disse que pede a Deus para que ilumine as autoridades do nosso país, para que eles não extrapolem a linha que divide o bem do mal.

Outro líder religioso a se manifestar contra a prisão Jefferson foi o pastor Junior Trovão, que recentemente se filiou ao PTB para disputar as eleições de 2022. Ele usou as suas redes sociais para compartilhar uma mensagem do Procurador Geral da República, Augusto Aras, que classificou a ação de Alexandre Moraes como censura.

“O Procurador Geral da República Augusto Aras se manifestou sobre a prisão do Dr Roberto Jefferrson e diz que foi uma “censura prévia a liberdade de expressão” disse Trovão.

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