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Opinião

Caso Suzi: Mentira ou incompetência da Globo?

Edivaldo Santos

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O caso Suzi, continua dando o que falar tanto na imprensa como nas redes sociais em todo Brasil. Rádios, TVs, jornais, sites, youtuberes e muitos outros veículos de comunicação comentam sobre o caso que chamou a atenção do país, e chocou os brasileiros, quando o Fantástico, programa dominical da Rede Globo, através do Dr. Drauzio Varella esteve numa penitenciária para entrevistar uma transexual, presa por estuprar, estrangular e matar um garoto de nove anos, em maio de 2010.

Durante a entrevista o médico tentou romantizar a horripilante história do assassino pedófilo, Rafael Tadeu Oliveira dos Santos, nome de batismo de Suzi. O médico ficou bastante sensibilizado com o criminoso, que chegou a lhe dar um abraço apertado e carinhoso. A triste ideia e a atitude horrorosa da Rede Globo e o Fantástico não caiu nada bem para a emissora e terminou deixando uma boa parte dos brasileiros indignados com o que viu no programa dominical da emissora.

Após a repercussão negativa e o bombardeio nas redes sociais e por parte de diversos veículos de comunicação contra o Dr. Drauzio Varella e a Rede Globo por tentarem romantizar a história da transexual, o médico resolveu vir a público e através de uma nota, ele explicou a sua participação no Fantástico.

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“Há mais de 30 anos, frequento presídios, onde trato da saúde de detentos e detentas. Em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado. Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico. No meu trabalho na televisão, sigo os mesmos princípios. No caso da reportagem veiculada pelo Fantástico na semana passada (1/3), não perguntei nada a respeito dos delitos cometidos pelas entrevistadas. Sou médico, não juiz.” diz a nota do médico.

Nota-se que ao finalizar a nota, Drauzio Varella diz: “Sou médico, não juiz”. Mas ele esquece que, ele não estava ali como médico e sim como repórter, tanto é que ele fez foi uma reportagem, ele fez uma entrevista e nenhuma consulta médica. Se realmente, ele estivesse ali como médico, no mínimo ele deveria está com pelo menos um desses instrumentos: Otoscópios, oximetros, estetoscópios, esfigmomanômetro, negatoscópioque que são indispensáveis na atuação médica, mas na realidade, ele não estava com nenhum desses instrumentos à vista, e sim com microfone, estava diante das câmeras, bastante iluminação e outros equipamentos, típicos para reportagens de TV, além de profissionais de comunicação lhe auxiliando.

A pressão da sociedade contra o médico continuou, e ele se sentiu na obrigação de vir a público mais uma vez para pedir desculpas a família do garoto assassinado pela transexual. “Estou aqui para dar uma explicação para as pessoas que me acompanham. No último domingo, foi revelado para todo o país, inclusive para mim mesmo, o crime de um dos entrevistados. Não há o que falar. É um crime que choca a todos nós. Posso imaginar a dor e peço desculpas para a família do menino, que foi involuntariamente envolvida no caso” disse.

Dias depois, foi a vez da Rede Globo se manifestar e também pedir desculpas pelo tiro que deu no pé. Após exibir o vídeo de pedido de desculpas de Drauzio Varella, no Jornal Nacional, Willian Bonner disse que tanto o Fantástico quanto a Rede Globo pedem desculpas à família da vítima. Ele também explicou que, só depois da exibição do quadro é que a equipe do programa “tomou conhecimento da gravidade do crime”.

Bom, nessa parte, ou a Globo está mentindo ou é incompetente. Como que não “tomou conhecimento da gravidade do crime”? Deveria tomar. Em um caso como esse, saber primeiro quem vai entrevistar é um procedimento do jornalismo competente, sério e comprometido com a verdade e de bom senso. O bom jornalista quando vai entrevistar uma pessoa, primeiro tem que saber quem vai entrevistar, tem que saber quem é essa pessoa, o que essa pessoa faz e etc. Ainda mais quando vai entrevistar uma pessoa numa penitenciária, até mesmo porque, ninguém caiu ali de paraquedas. Todos que ali estão, cometeram crimes. Ou a emissora sabe disso? Será que ela acha que, quem está ali, está atoa, por engano ou preferiu ir pra lá?

Tal declaração da emissora não escapa de uma, das duas coisas: Ou mentiu ou é incompetente. Saber da gravidade dos crimes cometidos pela transexual Suzi, isso a emissora deveria buscar saber. Se ela realmente não sabia, deveria sim procurar saber, buscar todas as informações sobre o entrevistado para ter ciência de quem iria entrevistar. Se não o fez, demonstrou incompetência. Se sabia, e mesmo assim optou por fazer a entrevista e tentar vitimizar um assassino condenado, a emissora mentiu, porque afirmou em nota através do Jornal Nacional que “não tomou conhecimento da gravidade do crime”

E agora Rede Globo, mentiu ou é incompetente? Perguntar não ofende.

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